Olá, papais e mamães! Separei esse espaço para contar para vocês a nossa experiência e compartilhar algumas dicas!

Sobre a maternidade/paternidade e o casamento

O conselho mais importante que eu recebi, quando engravidei: "Você e seu marido precisam escolher quem serão suas referências". Quem me disse isso foi minha terapeuta, Iara Papke, tendo em mente que cada um exerce sua maternidade/paternidade de uma forma individual: o que é prioridade para um casal, pode não ser para outro, e tá tudo bem! Temos liberdade de fazer nossas próprias escolhas. Atualmente a internet possibilita o acesso a muitas informações e isso é válido. É ótimo estar por dentro dos assuntos e, assim, fazer escolhas conscientes, sejam elas quais forem, dentro do que é possível e almejado por cada casal. Tenha em mente, inclusive, que não há consenso sobre tema algum, nem entre os profissionais de saúde. Por isso. pais e mães, reitero: escolham referências e procurem estar rodeados de pessoas que validem seus sentimentos e objetivos. Não se apeguem a conceitos e ideias externas que não se encaixam com vocês! E, assim, sejam protagonistas da sua maternidade/paternidade!

Quando eu engravidei, algumas pessoas me disseram que muitas coisas mudariam da água pro vinho na minha vida. A chegada do Lorenzo me mostrou que não é beeem assim. A minha experiência deixou claro que a gravidez, sim, priva a mulher, mas o nascimento do filho, não! No momento em que eu descobri que nosso bebê estava a caminho, fui orientada pelo médico a evitar uma enorme gama de medicamentos, alguns alimentos, a dar uma pausa nos treinos de luta, diminuir a intensidade dos exercícios da academia, e por aí vai. 

Por outro lado, a chegada do nosso filho fez com que todas as minhas atividades voltassem ao normal, porém, com horários adaptados e com muita parceria do meu maridão. Nossa rotina tem sido bem mais corrida? Sem dúvida! E creio que é por isso que a maioria dos pais diz que o tempo voa após o nascimento do filho(a). A melhor definição de como fica a vida após a chegada de um baby eu ouvi de um grande amigo e pai: "O filho chega como uma engrenagem a mais na vida do casal. Demora um tempo até que a nova e linda pecinha se encaixe perfeitamente, mas quando isso acontece, tudo se torna natural e já não será mais possível imaginar como seria sem ela". 

 

E quando alguém me pergunta como tem sido, eu digo: bem mais leve do que eu esperava, porque o meu marido faz tudo para que assim seja. A parceria não é somente a chave do sucesso casamento, mas da maternidade/paternidade, também! E assim percorremos o caminho, a três, do nosso jeitinho. Filho não traz privação, filho traz evolução!

 

Além disso, é fundamental que nós, mulheres, continuemos a zelar pelo nosso corpo e mente (isso é unânime entre os psicólogos, que tratam muito sobre a importância da mãe estar bem). Eu me cuido porque quero deixar como legado o melhor de mim, e não o que restou de mim! Quando uma mãe zela pelo seu bem estar, ela está se edificando, se fortalecendo, a fim de ser um ser humano completo e equilibrado que interage melhor com o todo. Somos mães, sim, mas também somos esposas, filhas, amigas e, acima de tudo, somos MULHERES! 

Para isso, é claro, o marido precisa assumir sua parte, afinal, pai não "ajuda". Quem ajuda é vô, vô, tio, tia, amiga, ou seja, quem não tem compromisso com a criança. O pai que não participa, além de sobrecarregar a esposa, deixa de curtir fases do filho que em breve irão embora e deixarão saudade. Meu marido é totalmente participativo, faz todas as tarefas relacionadas ao nosso filho, sem exceções, tanto que ele é super apegado a nós dois, igualmente.

Quando o pai não é participativo automaticamente está falhando também como marido. Quem ama, cuida! E esse cuidado não se refere apenas ao filho(a), mas à esposa, também. Quando o Maicon e eu nos casamos, ouvimos um sábio conselho, do casal de amigos... “lembrem-se: desse dia em diante, a pessoa mais importante da vida de vocês sempre deve ser o cônjuge”. Naquele momento nós não compreendemos a profundidade daquela frase. No entanto, com o passar do tempo, percebemos o quanto esse conceito é fundamental para a saúde de qualquer família. É como como diz a frase: “a segurança emocional de uma criança não está fundamentada no amor que seus pais sentem por ela, mas sim, no amor que exalam um pelo outro”.  Lamentavelmente, muitas pessoas têm dificuldade de compreender essa ideia, visto que estamos inseridos em uma sociedade composta por casamentos fragilizados e famílias dilaceradas. Ainda assim, jamais podemos desistir de lutar pelo projeto mais lindo criado por Deus: a família.

"Muito pensam, erroneamente, que amor é um sentimento. Amor produz sentimentos bons, sim, mas não é um sentimento em si. Se você vê uma pessoa pela primeira vez e sente algo bom por ela, mas depois não aprende a amá-la por quem ela é, aquele amor à primeira vista não permanecerá. Amar é admirar o que conhece da pessoa e ver seus defeitos positivamente." 

Livro Casamento Blindado.

Sobre amamentação/leites

Desde o princípio, por razões pessoais, a minha ideia não era amamentar nosso bebê no peito, mas sim, com meu leite extraído. (Vale destacar que amamentação não é ditadura, como diz a Psicóloga Thaís Vilarinho, mas sim, é algo muito pessoal que deve ser respeitado, afinal, cada mãe tem sua história, seu contexto e realidade).

 

Nós compramos extrator automático e bombinha manual. Enquanto eu tive leite, ele tomou, junto ao complemento. Quem me ajudou muito nessas questões foi meu grande amigo, o pediatra Moacir Campos. Optamos pela mamadeira até os dez meses e depois fizemos a transição para o copinho (falo mais sobre esse assunto, abaixo, anexo às orientações de sono e chupeta).

O primeiro complemento que oferecemos foi o Aptamil Profutura. Ele teve cólicas da terceira semana de vida até os três meses e meio. Com a intenção de tentar amenizá-las, trocamos para o Aptamil Active, que tem a proteína parcialmente hidrolisada, ou seja, já digerida em parte. Aos três meses e meio as cólicas cessaram totalmente, mas mantivemos o mesmo leite até os seis meses, quando trocamos para o Nan Supreme 2, que possui o mesmo tipo de proteína. A partir de um ano de idade passamos a oferecer o Aptanutri Premium 3 e manteremos até os dois anos.

O que levamos em conta antes de escolher a fórmula é que a mesma contivesse prebióticos (que aparecem com os nomes GOS e FOS, carboidratos que alimentam bactérias benéficas do intestino, favorecendo seu crescimento) e LC-PUFAS (que aparecem como DHA e ARA, gorduras do bem, essenciais para o desenvolvimento neurológico da criança, auxiliando no desenvolvimento cognitivo e do sistema nervoso central). Lembrando que cada bebê reage de uma forma diferente a cada leite, pois cada criança é única.

O Aptamil Profutura e o Nan Supreme são os tops de linha da Danone e Nestlé, respectivamente.​ Ambos são ricos em Prebióticos (GOS e FOS) e DHA E ARA. O primeiro possui permite melhor metabolização dos lipídios na dieta, com melhor digestão e menor perda de cálcio nas fezes, reduzindo a cólica e a constipação. Já o segundo têm em sua fórmula a proteína parcialmente hidrolisada, que ajuda na digestão do bebê. ​

Aptamil Active possui a mesma proteína que o Nan Supreme, ou seja, proteína láctea hidrolisada, que proporciona alívio e conforto para o intestino dos bebês, facilitando na digestão e ajudando a diminuir as cólicas. Sua fórmula cuidadosamente produzida reduzido teor de lactose. É especialmente indicado para o tratamento dietético da obstipação.

O Aptanutri Premium 3 assim como as demais citadas aqui, é uma fórmula. É indicada para crianças a partir de um ano, sendo uma alternativa muito melhor que os compostos lácteos que existem no mercado.

Lembrando que a partir dessa idade o leite não é mais alimento principal, mas sim, um complemento, e que outras opções excelentes são os leites A e B e os leites vegetais (siga a orientação do pediatra! A médica do meu filho indicou que continuemos com a fórmula até os dois anos, em vez de demais leites).

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Sobre as cólicas

As cólicas são comuns em bebês, devido à imaturidade do intestino e ao fato de eles não separarem deglutição de respiração, "engolindo" ar. Elas normalmente iniciam por volta de uma semana após o nascimento e finalizam até os terceiro ou quarto mês. Desde o início, oferecemos ao nosso bebê o Colidis, um suplemento probiótico que auxilia no combate às cólicas e a regular a flora intestinal. São cinco gotinhas por dia. Já nas crises de cólica dávamos a ele o Colic Calm, um medicamento homeopático pediátrico, com carvão ativado e gostinho bom ou, ainda, Funchicórea, diretamente no bico. Em crises mais fortes, oferecíamos três gotas de simeticona. Vale lembrar que o bebê que não mama leite materno DEVE beber água entre as mamadeiras (em média 20 ml). Nosso bebê tomava chá de funcho ou camomila, devido às cólicas, e chá de ameixa, quando tinha um pouco de constipação.

 

Dicas para as crises de cólicas:

1- Faça movimento de bicicleta, que facilita a saída dos gases;

2- Massageie a barriga do bebê, com ou sem creme, movimentando do umbigo para baixo;

3- Deite o o bebê de bruços, cuidadosamente, e deixe-o assim por alguns minutos;

4- Pegue-o no colo e coloque-o deitado de lado, de modo que encoste a barriguinha na sua;

5- Tenha em mente que ainda que faça tudo isso, os episódios podem ser difíceis, portanto, não se desespere, porque a crise vai passar e quando você menos esperar o bebê irá pegar no sono. Além disso, lembre-se de que trata-se de uma fase que irá embora em breve.

Sobre o sono do bebê

Meu marido e eu estudamos um curso PEDIÁTRICO sobre sono e primeiros socorros. Escrevi "pediátrico" em caixa alta para chamar sua atenção, pois hoje em dia há muitas pessoas que se intitulam "consultoras de sono" sem o devido preparo para tal e ignoram princípios de uma criação com apego. Os cursos de sono mais clássicos ensinam a deixar o bebê chorando no berço e isso faz com que ele entre em catatonia, que é quando o organismo colapsa o sistema devido ao stress. Funcionar, funciona, pois o bebê entende que independente do que ele faça, não será atendido, e assim ele dorme (o que é muito triste). 

 

Tentar adequar ao bebê a um padrão não funciona, pois alguns têm uma biologia para acordar mais e isso é algo que gera cobrança nos pais e opiniões infundadas. Tenha em mente que o primeiro ano de vida do bebê é o mais instável e que é normal despertar durante a noite. Lembre-se: seu bebê não precisa necessariamente aprender a pegar no sono sozinho. Está tudo bem precisar de ajuda, de um carinho, por exemplo. É algo natural, independente da idade dele. Sempre acolha!

No entanto, há, sim técnicas e rotinas de sono que podem ajudá-lo a dormir mais e melhor.

Caso você se interesse sobre esse assunto, eu indico os Instagrans da Elaine Asayo: @elaineasayo e da Manu: @maedegemeos. O foco delas é sono do bebê, com várias dicas maravilhosas e importantes para os pais, como rotina de sono, transição de ambiente, ruído branco, luminosidade, sonecas do dia, a naninha, influência do cortisol e da melatonina, informações de segurança/primeiros socorros e afins.

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Berço: muitos pais relatam que ao colocar o bebê no berço, durante um sono profundo, ele faz cara de medo e espanto, sendo que alguns gritam e acordam. Esse é o famoso "reflexo de Moro", normal e esperado para os bebês até 4 a 6 meses (costuma diminuir bastante após os 3 meses), e representa uma tentativa do bebê se proteger de uma possível "queda livre". 
O ato de colocar o bebê no berço é "descer" o bebê, que pode ter a sensação de que está caindo. Seus receptores de posicionamento de cada parte do corpo emitem um alerta: "cuidado, tá caindo, se protege e grita". Embora o reflexo "desapareça" após os 4 a 6 meses, a sensação de queda livre continua trazendo mal estar e medo para os adultos!

O reflexo de Moro também é "ativado" quando alguém movimenta o bebê (principalmente quando o bebê não está vendo ou está dormindo), além de barulhos altos ou luzes fortes inesperadas. Dicas para colocar o bebê na cama ou no berço:

1- Primeiro bumbum, depois cabeça. Vá descendo o bebê de forma que a cabeça não abaixe antes do resto do corpo, isso é o que mais causa o reflexo.
2- Colocou no berço? Tire as mãos lentamente e continue apoiando o bebê pelos lados, como se ele ainda estivesse sendo segurado por você.
3- Ruído branco pode ser um aliado nos momentos mais barulhentos da sua casa, uma vez que os fortes estampidos podem causar Reflexo de Moro e despertar o bebê.
4- Cueiros e afins: muitos bebês que se acostumam a dormir apertados acabam tendo dificuldade de lidar com o reflexo. Aqueles que dormem "soltos" parecem lidar melhor com o reflexo de Moro e continuar dormindo apesar disso. Se você decidir fazer um "charutinho" com o bebê, use um swaddle específico e não um pano tipo cueiro (esse pode soltar e sufocar o bebê). Além disso, cuidado para não aquecer demais a criança. 

Fonte: Dra Jannuzzi

Cama compartilhada: o local onde seu filho vai dormir é escolha da sua família e de mais ninguém. Caso optem pela cama compartilhada, que ajuda muito nos primeiros meses, nos casos das mães que amamentam na madrugada, apenas atentem-se às recomendações para que seja de modo seguro, por exemplo: se possível, deixe o colchão no chão; coloque o bebê em uma das pontas da cama, e nunca entre o casal; não deixe lençóis soltos, para evitar sufocamento. Além disso, lembre-se: NUNCA tenha relações sexuais na cama se seu bebê estiver nela (nem mesmo enquanto ele estiver dormindo).

Curso pediátrico de sono e primeiros socorros:

Como conduzir o sono? 

O bebê nasce SEM dificuldade para dormir. Tempo de sono que ele precisa: 16h a 20h. São 8h durante o dia e o resto a noite. 

Como é o ritmo de sono?

A fase de sono profundo do bebê dura pouco. Ele superficializa o sono mais vezes. Por isso o ambiente tem que ser tranquilo. Ajustar o sono melhora o humor do bebê. É normal ele resmungar enquanto dorme.

 

Bebê no berço

Barriga pra cima, colchão mais firme, braços livres, sem objetos soltos no berço. 

Cinco dicas:

* Barriga pra cima, com cabeceira elevada.

* Retirar brinquedos do berço, inclusive luzinhas, para que ele entenda que local de dormir não é local de brincar.

* Lençol por cima do travesseiro, por segurança.

* Optar pelo saquinho de dormir em vez do cobertor.

* Colocar pijama pra dormir e outra roupa durante o dia.

Três dicas práticas:

* Duas a três horas antes do sono o bebê não deve ter contato com telas. Objetos como esse, inclusive, devem ser disponibilizados com muita moderação. 

* Não é necessário fazer o bebê associar o sono a um movimento (nanar) ou local específico. 

* A melatonina é estimulada colocando o bebê em ambiente claro durante o dia. É assim que ele vai entender a diferença entre dia e noite.

Bebê dormir durante o dia

O bebê que dorme bem durante o dia dorme melhor à noite. 

O problema não é o bebê acordar no meio da noite, mas sim, não saber como voltar a dormir. 

Não existe certo e errado, cada um deve respeitar seus limites e emoções. No entanto, tais mecanismos auxiliam a qualidade do sono.

 

Colo e sono 

Colo: o colo é fundamental para o desenvolvimento do bebê, e não precisa ser somente dos pais, mas da rede de apoio.

Sono: 0 bebê nasce sem "maus hábitos", é ao longo da vida que os mesmos são criados. Inclusive é conosco que ele irá aprender a dormir. Nunca devemos deixar o bebê chorando no berço. Mas sim, acalmá-lo, conversar, acariciar. Se não for suficiente, devemos pegá-lo no colo até que fique tranquilo, para depois colocá-lo no berço novamente. 

Os pais devem criar uma rotina e ter segurança, para não passar insegurança a ele. Mesmo durante o dia devemos prezar por um ambiente tranquilo para que o bebê descanse e não fique irritado no fim do dia e com mais dificuldade no sono noturno.

 

Chupeta

O uso da chupeta é controverso, há benefícios e malefícios. Não há certo ou errado, tudo depende do que pesa mais para você! A chupeta reduz risco de SMS, pois facilita a respiração. Contudo, se o bebê mama exclusivamente no peito, essa prática deve estar bem estabelecida para diminuir risco de desmame. O sugar é uma demanda do bebê, então a chupeta pode ser uma indutora do sono.

Fonte: Pediatra Paulo Telles

Observações extras sobre a questão da chupeta: Conforme eu citei no início da página, eu defendo o direito de escolha dos pais, independente de quais sejam. Mas recomendo que sejam conscientes, isto é, informadas. Aqui em casa nós optamos por oferecer a chupeta, e vamos tirá-la aos poucos, a partir de um aninho. Quanto à mamadeira, iniciamos a transição para o copinho aos dez meses (nós optamos pelo modelo 360, que não interfere no desenvolvimento das funções orais).

Quando o bebê adormece com a chupeta e, posteriormente, durante o sono, a perde, pode apresentar dificuldade para efetuar a troca do ciclo de sono, necessitando da mesma, novamente, para voltar a dormir. Por isso, a dica é retirar a chupeta quando o bebê estiver quase adormecendo. Lembrando que a partir dos oito meses o baby já é capaz de aprender a pegar o bico e colocá-lo na boca, por conta, então, ao perdê-lo, o recolocará, se desejar.

Fonte: Fernanda Carrero. 

Quando você acreditar que é hora de tirar o bico definitivamente, principalmente pensando na dentição do bebê, não faça de forma abrupta, pois vicio oral é coisa séria e se não for de forma gradual você estará criando um problema tentando evitar outro. Nesse momento, o que a criança precisará é de suporte, acolhimento, carinho, porto seguro e, quem sabe, também de uma naninha ou objeto de apego. 

Fonte: Neuropediatra Lívia Nazareth.

Vários fatores podem entortar os dentes das crianças. Uso de chupeta, mamadeiras, genética, respiração bucal e perdas precoces de dentes estão entre eles. No entanto, dificilmente o uso de chupeta durante o primeiro ano provocará alterações dentárias. Até os 12 meses os bebês têm, em média, oito dentes, e não há tempo hábil para que as transformações ósseas aconteçam. 

Fonte: sorrisologia.com.br - Simone Rocha de Moraes Bastos.

Vídeo Pediatra Odilo Queiroz - O sucesso de uma boa noite de sono depende dessas três palavras

* Tenha persistência, consistência e paciência para aguardar os resultados.

* Busque conhecimento. Quando estudamos, tudo fica mais fácil, pois adquirimos embasamento na tomada de decisões. Ao termos convicção do porquê fazemos ou não determinada coisa, conseguimos lidar com as opiniões que virão e seremos mais seguros.

* Respire fundo, pois oxigena o cérebro e acalma.

Vídeo Pediatra Odilo Queiroz - Como fazer um bebê de 3 a 6 meses dormir a noite toda?

Para o bebê recém-nascido absolutamente tudo é novo. Ele precisa sentir-se acolhido, quente, como no útero, em um ninho. O colo é a melhor fonte de calor para acalmá-lo. Portanto, lembre-se: acolhimento é fundamental, sentir-se no ninho. 

 

O grande inimigo do sono é o stress. O bebê não tem maturidade para fazer a transição entre os ciclos de sono, por isso chora ao acordar, enquanto que nós adultos acordamos, nos reaconchegamos e voltamos a dormir. O recém-nascido sente mais fome, por isso acorda durante a noite.

 

Após o terceiro mês o bebê sai da fase exterogestação e é fisiologicamente capaz de ficar de dez a doze horas sem se alimentar, mas para isso precisa ingerir mais calorias para que durma mais. O salto dos três meses ocorre com a crise dos três meses. É um período onde ele transforma as informações recebidas em novos marcos de desenvolvimento (social, cognitivo e motor), com novas habilidades. Normalmente o bebê passa a chorar mais nessa fase e mama mais rápido. 

Quando essa fase chega ao fim, já não é mais normal o bebê acordar chorando, se isso acontecer significa que algo não está confortável, pois ele já não tem mais a imaturidade intrauterina. 

 

Antes dos seis meses não se deve fazer a introdução alimentar, pois a mesma não possui qualquer valor nutricional e ainda aumenta o risco de alergias alimentares e despertares. 

 

No salto dos quatro meses ocorre um grande marco motor: o bebê não é mais praticamente imóvel, pois aprende a rolar. Nesse período ele precisa de acolhimento, também, e pode pedir mais colo, que devemos dar, pois essa fase vai passar e, além disso, não adianta fazer queda de braço com ele, pois perderemos.

 

Vídeo Pediatra Odilo Queiroz - Efeito vulcânico: o que toda mãe precisa saber

Antes de mamar ou dormir, o bebê tem que ser acalmado. Não adianta colocá-lo no berço irritado porque ele não dormirá. 

O excesso de sono vira uma bola de neve que só tende a piorar, pois ele fica cada vez mais irritado com cansaço e isso o impede de dormir. É esse ciclo vicioso que chama-se "efeito vulcânico", porque literalmente parece que ele vai explodir, e a única forma de reduzir é criando rotina para o bebê.  

 

Vídeo Pediatra Odilo Queiroz - Esses dois ajustes são fundamentais para uma boa noite de sono

Existem duas ações para o sono do bebê: direta e indireta. Direta é o que diz respeito 

Se o bebê não estiver bem alimentado, vai acordar de uma a duas vezes por noite. Ele precisa consumir o número adequado de calorias durante o dia para dormir bem.

Se o bebê não estiver descansado ao fim do dia, estará estressado, com nível de cortisol alto, e acordará várias vezes . 

Bebê que não tira soneca de dia, vai tirar à noite!


Vídeo Macetes de mãe - 8 Dicas pra fazer o bebê dormir no berço

1- Acostume o bebê com o berço o quanto antes- Apesar de ser um espaço amplo e ser um território estranho pro bebê, que está acostumado com o útero apertadinho, é importante que ele aprenda a dormir nele, pois é o local mais seguro. O bom é que até um ano de idade o sono noturno seja perto dos pais e se isso não acontecer, deve-se usar babá eletrônica.

2- Criar um ritual do sono- Acalme o ambiente, diminua luzes, faça massagem relaxante, acalente, dê o leite. 

3- Coloque o bebê o berço sonolento, antes de pegar no sono. (Uma observação minha: essa dica da Shirley se baseia na ideia de que se o bebê for colocado já adormecido no berço, pode acordar, posteriormente, assustado com o local (reflexo de Moro.). No entanto, meu marido e eu sempre colocamos nosso filho no berço quando já estava dormindo e ele nunca despertou).

5- Se ele chorar, deve-se ir até o berço, fazer carinho, mas não tirá-lo de lá.

4- Se for necessário tirar o bebê do berço, tire-o, mas não saia do quarto. Acalme ele e quando estiver sonolento novamente, recoloque-o lá.

6- Use a técnica do ninho- Fazer uma estrutura confortável ao redor dele, para tornar o berço mais aconchegante. Pode ser feita com um cobertor em volta do bebê.

7- Respeite o horário de dormir- Nos três primeiros meses deve-se ter uma rotina rígida de sono. Este horário é em torno das 18h ou 19h, que é quando o hormônio do sono age. Com o passar do tempo esse horário vai ficando mais tarde.

8- Use músicas para ajudá-lo a relaxar. A dica é usar um acessório com um som, que pode ser de útero, de riacho, de chuva.


Vídeo Macetes de mãe - Bebês que trocam o dia pela noite, como resolver?

É preciso entender por que isso acontece. A resposta não é simples, mas normalmente está relacionada a duas coisas: primeiro, o bebê não distingue o dia da noite. Segundo: os ciclos de sono do bebê são diferentes dos nossos. 

* Estabeleça desde cedo uma rotina noturna: Conforme o sol for se pondo, diminua os sons e o ritmo da casa. Dar banho nesse horário é uma excelente opção.

* Coloque o bebê cedo na cama: quando demoramos muito, ele entra na fase de exaustão e briga contra o sono. O melhor horário para fazer isso é após o pôr do sol.

* Reveja o tempo de sono do bebê durante o dia: ao fim do dia, se ele estiver exausto, vai dormir mal e acordar muito. Por isso, não deve dormir de menos e nem de mais. Após o primeiro mês ele não deve fazer sonecas maiores de três horas. 

* Aumente o contato físico com o bebê durante o dia: se o bebê não tiver colo durante o dia, vai sentir falta e querer à noite. Isso faz com que ele durma melhor.

* Não acorde o bebê pra mamar se ele estiver ganhando peso normalmente. 

* Utilize sons que ajudam: quando ele for dormir, é bom que a música já esteja tocando, assim, ele associará a canção ao sono. 

* Utilize um objeto de transição: aos seis ou sete meses é bom que ele tenha um objeto com o qual criará apego para dormir, como um ursinho ou até uma fraldinha de boca.


Vídeo Macetes de mãe - Ciclos de sono: entenda por que seu filho acorda tanto

O sono do adulto tem dois ciclos divididos em cinco estados. Cada ciclo dura 90 minutos.

Non-rem: dura cerca de 75 minutos e está dividido em quatro estágios, sendo que o primeiro é quando estamos começando a pegar no sono e facilmente pode ser despertado, já o segundo, que dura cerca de 10 minutos, os batimentos já diminuíram, a sonolência está maior e já fica mais difícil acordar. O estágio três é parecido com o quatro, porém um pouco menos profundo, sendo que o quarto dura cerca de 40 minutos.

Rem: dura cerca de 15 minutos e é o quinto estágio do sono, leve. O nome vem do inglês, rapid eye movement, pois, nele, os olhos, mesmo fechados, se movimentam um pouco, os neurônios trabalham mais e acontecem os sonhos.

O sono do bebê é diferente, se divide apenas em dois estágios: apenas em rem e non-rem, sem subdivisões, sendo que ficam 50% em cada fase, que dura em média 50 minutos. 

Rem: também há movimentação dos olhos, bem como de outras partes do corpo, e fazer barulhos. Nesse estágio o bebê pode acordar mais fácil. 

Non-rem: é um sono de respiração leve, de relaxamento total, sendo difícil acordá-lo.

Portanto, as chances do bebê acordar são maiores porque ele passar metade do sono na fase leve, a Rem. Ao fim de cada ciclo é normal que ele acorde, mesmo que volte a dormir logo.


Vídeo Macetes de mãe - Como aliviar a cólica do bebê

Dica 1- Aconchegue o bebê no colo. Dica 2- Faça movimentos circulares na barriga, assim movimenta os intestinos e estimula a soltar gases. Dica 3- Faça movimento de bicicleta. Dica 4- Coloque bolsa de água quente. Dica 5- Enrole o bebê na coberta para que fique bem apertadinho, como no útero. Dica 5- Vire o bebê de barriga pra baixo, pois ajuda a soltar puns. Dica 6- Fique calmo, pois a sua tranquilidade é transmitida ao bebê.

Sobre vacinação

No calendário ao lado, disponibilizado no Google Imagens, pode-se conferir todas as vacinas fornecidas pelo SUS.

Aos dois, aos quatro e aos seis meses, caso os pais tenham recursos, é muito válido que se faça apenas a Pneumócica e Rotavírus humano no posto, e a Penta e VIP, no laboratório, que une as duas e, por isso, poupa o bebê de uma picada a mais, e possui a célula bipartida, minimizando consideravelmente qualquer reação da vacina, como febre (o nosso bebê fez e teve absolutamente nenhuma reação).

No que diz respeito à meningite, é interessante que, aos três, aos cinco e aos 12 meses seja incluída a vacina meningocócica B, disponível nos laboratórios privados.

 

Além disso, é aconselhável também que, aos 12 meses, o reforço da meningocócica C seja substituído pela vacina ACWY, também oferecida pelos laboratórios privados. Custa em torno de R$ 300 e protege a criança contra quatro tipos de meningite. 

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Sobre a introdução alimentar

Eu costumo dizer que, dentro da paternidade/maternidade, os pais elegem o que é prioridade. Para nós, a alimentação totalmente orgânica até pelo menos um ano de idade é uma delas. O nosso baby come somente alimentos sem agrotóxicos. Além disso, o açúcar só será apresentado a ele após os dois anos de idade, afinal, já foi comprovado que o mesmo contribui para a obesidade na vida adulta. Iniciamos a introdução alimentar aos seis meses, com frutas como maçã, morango e mamão, e com o passar das semanas ampliamos para várias outras, como banana, pitaia, kiwi, manga, entre outras (exceto carambola, que foi contraindicada pela médica).

 

Foi assim... na primeira semana passou a comer uma porção de fruta por dia; na segunda semana, duas porções de fruta por dia; na terceira semana, duas porções de fruta mais o almoço; na quarta semana, duas porções de fruta, almoço e janta.

 

​Nas comidinhas, colocamos um alimento de cada grupo: proteína, carboidrato, leguminosa e hortaliça.  Cozinhamos tudo junto, na panela de pressão, esmagamos com um garfo e depois congelamos em potes de vidro. Para aquecer, não usamos microondas, mas sim, um aparelho específico, que esquenta em banho maria. O nome do produto é: "aquecedor elétrico de mamadeira e papinha", e pode ser encontrado na web. 

 

O leite vai diminuindo gradativamente, sendo que a partir de um ano torna-se complemento e não alimento principal. Com o passar dos meses, nosso filho foi aumentando a quantidade de frutas, almoço e janta e começou a comer outras coisas, como pão integral, pinhão... 

A partir dos sete meses, 70% da alimentação dele consistia em leite e 30% em comida e fruta. Tomava em média cinco mamadeiras por dia, intercaladas com as pequenas porções de frutas, almoço e janta.

A partir dos nove meses, 60% da alimentação dele consistia em leite e 40% em comida e fruta. Tomava em média quatro mamadeiras por dia: uma ao acordar, uma antes da soneca da tarde, uma ao acordar da soneca, e uma à noite antes de dormir.  As quantidades de frutas, almoço e jantar aumentaram.

A partir dos onze meses, 50% da alimentação dele consistia em leite e 50% em comida e fruta. Passou a tomar três mamadeiras por dia: uma ao acordar, uma antes da soneca da tarde, e uma à noite antes de dormir. As quantidades de frutas, almoço e jantar aumentaram ainda mais.

Sobre a criação com apego

Meu marido e eu buscamos ler bastante sobre comportamento infantil afim de compreender as necessidades e habilidades de cada etapa da infância. Nos três primeiros meses de vida, o bebê encontra-se na fase chamada de "exterogestação", período em que ele necessita da reprodução do ambiente intrauterino para sentir-se seguro. Por isso, necessita de colo e aconchego (que não precisa ser, necessariamente dos pais, mas também da rede de apoio da família). Dentro desse contexto, é válido manter o bebê embrulhadinho, mesmo quando estiver no berço, bem como apostar em sons que lhe sejam familiares (procure no YouTube: Som do útero, e reproduza para ele ouvir).

​E lembre-se: o bebê não tem idade para fazer coisas de adulto, ou seja, nunca manipula ou faz algo pessoal. O choro demonstra que ele tem uma necessidade e está tentando comunicar isso aos pais, já que não domina a linguagem. Ele não se autoconsola, pois não tem condições nem maturidade para isso. Quando chora ininterruptamente, o que acontece é que a resposta ao stress permanece ativada por longos períodos. Essa ativação constante sobrecarrega todo o sistema, que está em pleno desenvolvimento. Por isso, não deixe seu bebê chorando. Sempre que ele chorar, verifique a possível causa. Ao ter sua necessidade satisfeita ele irá se acalmar. Tenha em mente que o que ele receber nessa fase, é o que poderá fornecer às pessoas mais tarde. Se receber agressão, dará agressão, se receber amor e compreensão, é isso que terá condições de disponibilizar. “O cérebro é feito para dar e receber afeto". (Jaderson Costa da Costa). 

Após o período da exterogestação, o bebê vai naturalmente acostumando-se com o ambiente externo e passa a enxergar o mundo e o que há nele, demonstrando interesse por tudo ao seu redor. É a partir dessa fase que ele passa a gostar de ficar no chão, ou na cadeirinha de vibrar, interagindo com brinquedos e objetos. Portanto, aproveite para dar colo ao seu bebê, pois cada vez menos ele irá ficar nele! Entre sete e nove meses começará a engatinhar e só vai querer ficar no chão, livre, leve e solto, rsrsrs. Foi nessa fase que compramos para nosso filho o "protetor de cabeça". Com ele, ficávamos tranquilos ao deixá-lo solto pela casa.  

Conforme a criança vai crescendo, passa a entender os pais, seus gestos e expressões. Nós embasamos nossa ideia na premissa de que devemos sempre validar os sentimentos e capacidades da criança, com empatia. Quem ama, ensina limites, mas isso deve ser feito com amor, respeitando a imaturidade cerebral de acordo com a idade.

Até certa idade, a criança não processa o "não". Por isso, os pais devem dar alternativas a ela. Se ela não pode brincar em determinado local, não diga: "não brinque aqui", mas sim "brinque lá", apontando para o local onde ela pode ir. Quando a criança precisa fazer algo da rotina, mas você sabe que ela não vai querer, naquele momento, por exemplo, tomar banho, novamente, devemos dar uma escolha: "você quer brincar com o patinho ou com o galinho agora que vamos para o banho?". Lembre-se: empatia e psicologia podem tornar o processo de educar mais leve tanto para os pais quanto para a criança!

Durante uma crise de "birra", não é momento para ensinar, negociar ou punir. Pense em uma situação em que você, adulto, se frustrou com algo, perdeu a cabeça e jogou algo no chão ou bateu numa almofada, de raiva. Nessa ocasião, você teve uma "birra" e o que não precisava ouvir eram correções e palpites do que eu deveria fazer, mas sim: "Você está se sentindo frustrado após se esforçar muito. Eu te entendo".

Veja, é biológico: quando estamos bem, as áreas superiores do nosso cérebro, que são capazes de aprender, estão acessíveis, mas quando estamos nervosos essas áreas são quase inalcançáveis, o que não nos permite fazer escolhas ou aprender. Crises de raiva são normais no desenvolvimento, principalmente da criança, que está aprendendo a controlar emoções e controlar o corpo. Portanto, ACOLHA! Passada a crise, daí, sim, você educa: "você estava com tanta raiva que fez tal, mas não é legal machucar alguém por isso. Da próxima vez, quando você se sentir assim, o que você pode fazer, em vez de bater?".

Fonte: Nanda Perim.

Como ser firme e gentil, uma das premissas da disciplina positiva?

O FIRME diz respeito a você, para não ceder em momentos difíceis. Por exemplo: você decidiu que não tem TV após determinado horário. Ser firme é manter essa decisão (não tem a ver com tom de voz). A firmeza é sempre com você, com os limites que precisam existir.

Já o GENTIL, sempre será relativo à criança. Você será gentil nas ações, no tom de voz, na validação do que ela sente: "Eu sei que você está frustrado porque quer ver TV. Quer um abraço? Podemos brincar de outra coisa bacana". 

Entenda: ser gentil não significa ceder, mas sim, compreender e estar disponível.

Fonte: Camila Magalhães

Indicação de produtos

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Aquecedor de papinhas: conforme mencionei na parte sobre introdução alimentar, esse aquecedor é uma alternativa excelente ao microondas, pois esquenta a comida em banho maria. 

Protetor de cabeça: esse item foi importante do 9º ao 11º mês, que foi quando nosso filho passou engatinhar e treinar passos, ficando em pé. Com o protetor, quando ele caía para trás, não machucava a cabeça. Depois desse período ele já conseguia ter mais controle e não tombava mais de costas.

Mochila Cybee: essa bolsa foi uma excelente pedida, pois é fácil de carregar e possui vários compartimentos internos para guardar desde as roupinhas e fraldas até a mamadeira, copinho e o celular.

Cadeirinha de vibrar:  É interessante porque possui música e vibração, coisas que acalmam o bebê. Esse modelo é confortável, sendo que nosso filho usou até os sete meses, depois disso ela ainda foi útil até um ano para ele ficar sentadinho enquanto comia.

Copo 360 Nuk: Esse modelo é ótimo para o bebê aprender a tomar líquidos, pois não vaza. A água/leite só saem quando ele suga. 

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